sábado, 21 de abril de 2012

THE SHINING SIDE OF THE ATHEISM [tradução: o lado brilhante do ateísmo)

Uma imagem de minha autoria que eu criei parodiando a capa do álbum "The Dark Side Of The Moon" da banda Pink Floyd, eu coloquei o símbolo do ateísmo no centro para simbolizar as transformações que ocorrem na vida de uma pessoa quando esta passa a ver a verdade, como se, a partir da visão fornecida pelo ateísmo, a pessoa estivesse finalmente vendo a vida como ela é, cheia de cores e realidade, e não da maneira sombria, monocromática e limitada, como a visão das religiões tentam passar.

Eu sei que meus trabalhos como artista amador jamais terão o mesmo nível dos trabalhos do Hipgnosis (grupo de design gráfico artístico que criou a capa do álbum já referido), mas foi a minha maneira de me expressar através da arte, mesmo que de maneira tão amadora.

Espero que tenham gostado.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Participação especial: "Bola e livros" de Álvaro Loro


Li em algum lugar que do ponto de vista da Biologia, da vida, da preservação da espécie, eu já poderia ter morrido. Já passei da idade de ter filhos – tenho um – a espécie já está preservada, tchau. Li também que uma das justificativas para continuar por aqui seria tornar-me alguém melhor, contribuir para tornar o mundo melhor.

Melhorar implica conhecer-me e conhecer o que me rodeia. Isso me leva a prestar atenção, perceber, aproveitar as fontes de informação, filtrar, questionar, adaptar, utilizar, armazenar, descartar...

Tudo isso, de maneira consciente ou não, guiado pelo hábito e por um conjunto de valores dos quais parte é fixo – meus princípios, a convicção do que é certo ou errado – e parte reciclável, verdades que não subsistem conforme vou envelhecendo e ficando mais crítico – minha mulher vive me dizendo prá eu tomar cuidado senão viro um chato, meu filho me garante que eu JÁ SOU um chato!

De todos os canais que estão à minha disposição tenho uma preferência pelos livros. Gosto deles: do seu cheiro, do seu formato, do seu peso, da força insuspeitada escondida na sua aparência despretensiosa, da sua lealdade incondicional: ele estará sempre lá, à disposição. Já deixei de comer prá comprar livro, fui aprender outros idiomas de curioso, tenho um amigo que disse que sou a única pessoa que ele conhece que abandona festa prá ler.

Meu pai morreu muito cedo, aos 38. Agricultor sem posses, deu-me uma estrela e um livro. A estrela continua lá, indisputada, a lembrar-me dele todo começo de noite. E o livro, ah... esse arranjou um sem número de companheiros espalhados por todos os cantos da casa.

Passei parte considerável da infância e da adolescência lendo números atrasados de jornais, revistas Seleções, gibis, livros de bolso... Para compensar o ar apatetado e o vocabulário diferente, e para ser aceito no mundo dos normais, tornei-me um jogador de futebol aceitável. Deu certo: ninguém me parava na rua prá perguntar que livro estava lendo, mas discutir a última partida sempre foi um tópico de interesse geral e eu sempre podia falar das minhas leituras, a estranheza perdoada pela correria e dedicação demonstradas em campo.

Já tem algum tempo que convivo com um problema: os livros me continuam fiéis, mas a bola abandona-me com uma desfaçatez imperdoável. Infelizmente a indústria esportiva não desenvolveu um calçado que faça pelo desportista o que os óculos fazem pelo leitor. No último campeonato sub-60 do município, embora meu time tenha chegado à final, minha contribuição foi pífia. Já cogito parar, embora aqui em casa ninguém acredite nisso, tantas vezes já tomei essa decisão e voltei atrás.

Prá minha felicidade existem no mercado publicações belíssimas que tratam de futebol. Autores como Nelson Rodrigues, Eduardo Galeano, Steve Bloomfield, Simon Kuper e Stefan Szymanski, Nick Hornby, Jorge Valdano, Johan Cruyff, Juan Villoro, Barbara Smit... tratam de temas que vão desde a importância social do esporte, da beleza de torcer por um clube, da importância de se utilizar a estatística como ferramenta – se eu tivesse lido esse livro um pouco antes, meu time não teria perdido a decisão nos pênaltis! – Tratam até da modernização da administração esportiva que está em curso na Europa.

Como sempre, os livros vêm em meu socorro. Agora que as pernas me faltam, sempre posso aparecer com uma informação, um comentário, uma história engraçada que distraia meus amigos da verdade que eu sempre fui melhor leitor do que jogador de futebol!

Autoria do texto: Álvaro Jorge Loro

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Divulgação: Antologias da Editora Estronho abertas para seleção

Malditas, as casas têm atmosfera – Celly Borges (org.)


O tema casas desperta enorme interesse em alguns autores. Principalmente em quem escreve terror e horror. Os autores devem criar contos que tenham o medo, o horror, o terror, numa narração rica, ao estilo dos autores clássicos do gênero, que façam os leitores evitar o livro à noite. Contem as suas versões da casa. Sejam cruéis. Convidados: Estevão Ribeiro e Lemos Milani. Organização: Celly Borges. Data de encerramento: 20/05/2012. Regulamento e outras informações no site da Editora Estronho http://editora.estronho.com.br/index.php/malditas

Suburbia, os filhos da guerra – M. D. Amado (org.)


Após a Segunda Guerra Mundial as nações envolvidas não sabiam o que fazer com um grande problema que lhes restou: homens, mulheres e animais que antes e durante o conflito foram tratados como meros objetos de pesquisa. Convidado: Ghad Arddhu. Organização: M. D. Amado. Data de encerramento: 01/06/2012. Regulamento e outras informações no site da Editora Estronho http://editora.estronho.com.br/index.php/suburbia

Paranoia - Felipe Santos e M. D. Amado (org.)


A série Acordes Fantásticos é uma homenagem da Editora Estronho aos clássicos do Heavy Metal. Os volumes são inspirados nos títulos de algumas das músicas que mais marcaram uma geração inteira de roqueiros. E para começar a série, Paranoid, do Black Sabbath, este título será organizado por Felipe Santos e M. D. Amado, convidado Chico Pascoal. Data de encerramento: 20/06/2012. Regulamento e outras informações no site da Editora Estronho http://editora.estronho.com.br/index.php/acordes-fantasticos-paranoia

E se Al Capone fosse mulher? – M. D. Amado (org.)


Acreditamos que seja dispensável a apresentação de Al Capone, provavelmente o gângster mais famoso e mais temido dos Estados Unidos. Mas a pergunta que a Editora Estronho deixa é: E se Al Capone fosse mulher? Venham fazer parte dessa gang junto com nossa convidada Valentina Silva Ferreira, escritora portuguesa, autora do romance Distúrbio. Organização: M. D. Amado.
Data de encerramento: 20/06/2012. Regulamento e outras informações no site da Editora Estronho http://editora.estronho.com.br/index.php/e-se-al-capone-fosse-mulher

Terrir – Celly Borges e M. D. Amado (org.)


Já que na Editora Estronho as coisas não precisam ser assim tão sérias - não usamos terno para editar nem para escrever - por que não relaxar e zoar com a literatura fantástica um pouco?
Convidado: Gerson Balione e outros. Organização: Celly Borges e M. D. Amado.
Data de encerramento, regulamento de cada volume e outras informações no site da Editora Estronho http://editora.estronho.com.br/index.php/serie-terrir

sábado, 28 de janeiro de 2012

Mudança no blog

A partir do dia 28 de janeiro de 2012 este blog não se chamará mais "Bruno Pensativo", e não poderá mais ser acessado pelo link "http://brunopensativo.blogspot.com/", e passará a se chamar "Bruno Orsatto Lanferdini", podendo ser acessado, pelo link "http://brunolanferdini.blogspot.com/".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Participação especial: "Convencendo anjos" de Álvaro Loro


Ele tinha quarenta anos, saía de casa para trabalhar. O anjo chegou, confirmou a sua identidade e comunicou que sua hora havia chegado, seu tempo havia acabado, ele morreria ali, na hora. Indignação: absurdo, ele era muito novo, não tinha recebido nenhum sinal, nenhum aviso, o que é isso?

O anjo explicou que não era pessoal, só estava fazendo o seu trabalho, mas se ele tivesse três bons motivos para continuar na terra que os comunicasse e seriam avaliados e, se relevantes, ele poderia ficar. Ah, disse o anjo, não vale dizer que seus filhos estão pequenos, que precisam de você, você os matriculou numa escola cara – todas são – e delegou a sua educação; não vale dizer que sua esposa não está preparada para tocar os negócios: desde sempre ela demonstrou interesse e nunca foi ouvida... Depois de muito pensar e gaguejar ele não conseguiu reunir três bons motivos para continuar vivo.

A historinha acima é contada por Lya Luft num de seus livros e nos remete para a importância de se ter objetivos.

Ter objetivos é essencial: eles indicam o norte, nos dão um rumo, nos dão senso de prioridade, motivos para levantar da cama. Quando não temos objetivos envelhecemos, nos acomodamos, gastamos munição atirando em muitos alvos, andamos em círculos e depois ficamos com a sensação de cansaço improdutivo... Somos movidos a desafios, precisamos de motivos para fazer as coisas. Os objetivos – que devem ser assim, objetivos: bem claros, específicos, com data para serem cumpridos – nos dão foco, nos mostram onde nossa energia deve ser alocada.

Neste início de ano, uma época tão boa como qualquer outra para se tomar decisões, devemos nos perguntar: quais são meus objetivos? Em que tipo de pessoa eu quero me transformar? Em que tipo de sociedade eu quero estar vivendo, em que relações desejo estar envolvido? Quais habilidades eu quero acrescentar às que já tenho? O que daria brilho aos meus olhos ao ser conquistado, dando-me a certeza de que aproveitei bem o tempo que me foi concedido?

Não devemos, no entanto, nos tornar obsessivos, chatos que só pensam, falam e respiram um mesmo assunto. Enquanto caminhamos em direção aos objetivos, apreciamos a caminhada. John Lennon já dizia que vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outras coisas.

Um objetivo leva a outro. À medida que conquistamos nossas metas, reforçamos nossa autoconfiança, desenvolvemos disciplina, nos permitimos voos mais altos. Até objetivos não alcançados ajudam: servem para que avaliemos onde erramos, permitem que nos conheçamos melhor.

Aí, quando o anjo nos visitar, teremos um punhado de bons motivos para que ele nos deixe por aqui.

Autoria do texto: Álvaro Jorge Loro

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A sabedoria nas palavras

Já dizia um provérbio italiano “Duas coisas demonstram fraqueza, falar quando é necessário se calar, e se calar, quando é necessário falar”, este provérbio realmente revela as pessoas mais fracas dos dias de hoje: os ignorantes, que falam muito, mas não dizem nada, e sequer sabem o significado das palavras que usam; e os omissos, que veem as injustiças na sociedade, e perante elas, simplesmente se calam. Ser forte e sábio é saber o momento certo de se calar e de se pronunciar, e ao se pronunciar, conhecer profundamente o significado das palavras que se está usando, e se estas são verdadeiras e úteis.