terça-feira, 13 de setembro de 2011

O ciclo vicioso da vergonha, das frustrações e da repreensão

“Os que dançavam foram chamados de loucos pelos que não sabiam ouvir a música”, com essas palavras o filósofo alemão Friedrich Nietzsche narrou um triste fato: as pessoas não realizam suas vontades por vergonha da opinião alheia e por medo de serem reprimidas, logo estas pessoas ficam frustradas e passam a repreender e oprimir os outros quando estes tentam fazer o que querem. Para quebrar este terrível ciclo vicioso as pessoas deveriam agir conforme suas vontades (desde que isso não prejudique ninguém, obviamente) e parar de tentar reprimir os outros, quando estes tentam fazer o que desejam.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ode Sarcástica À Glória Bélica



TCHAM TCHAM TCHAM TCHAM TCHAM

Mas que bela música é essa que teima em acariciar meus ouvidos?
Calma ... calma
Acho que já sei qual o nome da música
Acho também que sei o nome da banda

São homens carecas
Que não tem nomes
Só números
Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, mil
Coturno, capacete, granada, bomba e fuzil

Eles fazem um belo show
Desenham cogumelos cinzas no céu
E pintam a terra de vermelho

Ah, mas quanta glória há nisso
É belo
É uma honra
É cumprir com o nobre dever de insultar a vida e a humanidade
Realmente, é lindo

A arte de tirar a vida
De criar viúvas
Mãe tristes
Pais desolados
Potenciais furados
Futuros inacabados

Tá, parei, chega de escárnio
Minha língua já dói
Mas só quero falar uma coisa
Triste viver num mundo onde matar e morrer na guerra é considerado glorioso
E fazer poesia, meus caros, hã!
Não passa de firula inútil de um pobre e vagabundo ocioso

PRENDAM-NO!

Como ser humano?


Como ser humano?
Início meu discorrer com um questionar
Este originado de um melancólico observar


Seres bípedes e estranhos por aí caminham e agem
Sem entender o que são e como o fazem


Ser humano seria por acaso degustar peculiaridades exóticas
E ser indiferente perante a fome do faminto
(ó! pobre coitadinho! Passe-me o caviar sim?)


Ou talvez ser humano seria estudar
Para ser sútil, complexo e metódico
Para adiantar o processo que com certeza virá
(Sem dúvidas, nos tornaremos cinzas, mas que tal Carpe Diem um pouco?)


Ou ser humano talvez seja protestar pela vida do roedor
Pobre coitado, nada tem a ver com nossos problemas e infortúnios
(Os doentes que morram e os aleijados que se fodam,
Mas pelo amor de uma mentira sobrenatural e surreal!!!
SALVEM OS POBRES RATINHOS!!!)


Temo meu prolongar
E no fim de tanto discorrer e dissertar
Pensar e dispensar
Chego à conclusão


Não sei o que é esse tal de humano
Nem sequer posso imaginar como ser humano
Mas quando não sei e o admito me mostro nobre
E me orgulho da minha ignorância como da minha curiosidade


Como ser humano?
Não o sei
Só o sou