segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Como ser humano?
Como ser humano?
Início meu discorrer com um questionar
Este originado de um melancólico observar
Seres bípedes e estranhos por aí caminham e agem
Sem entender o que são e como o fazem
Ser humano seria por acaso degustar peculiaridades exóticas
E ser indiferente perante a fome do faminto
(ó! pobre coitadinho! Passe-me o caviar sim?)
Ou talvez ser humano seria estudar
Para ser sútil, complexo e metódico
Para adiantar o processo que com certeza virá
(Sem dúvidas, nos tornaremos cinzas, mas que tal Carpe Diem um pouco?)
Ou ser humano talvez seja protestar pela vida do roedor
Pobre coitado, nada tem a ver com nossos problemas e infortúnios
(Os doentes que morram e os aleijados que se fodam,
Mas pelo amor de uma mentira sobrenatural e surreal!!!
SALVEM OS POBRES RATINHOS!!!)
Temo meu prolongar
E no fim de tanto discorrer e dissertar
Pensar e dispensar
Chego à conclusão
Não sei o que é esse tal de humano
Nem sequer posso imaginar como ser humano
Mas quando não sei e o admito me mostro nobre
E me orgulho da minha ignorância como da minha curiosidade
Como ser humano?
Não o sei
Só o sou
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Achei um intrigante jogo de palavras, que provocam na mente imagens relacionadas, mas distintas ao mesmo tempo. Admito não ter compreendido o texto na íntegra devido a todas as dualidades presentes, mas me diverti com o texto!
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