Qualquer um que tenha ligado seu televisor para assistir as notícias durante esta semana notou que a cidade do Rio de Janeiro está realizando uma espécie de “expulsão” dos traficantes de suas favelas, e esta operação não é pequena, pois o BOPE e as forças armadas estão atuando para expulsar os criminosos, e até tanques de guerra estão sendo utilizados nesta operação. O que eu critico por meio deste texto é “Qual a validade desta operação? Será que expulsar os traficantes das favelas ou até mesmo eliminá-los pode garantir paz aos moradores das favelas? Seria esse o fim da criminalidade?”
Se eu pudesse atribuir apenas um nome para esta situação seria “ilusão”, pois para mim o que está acontecendo é bem claro, eles estão apavorando os bandidos, tentado eliminá-los ou expulsá-los, e assim eles se iludem achando que estão cortando o mal pela raiz, enquanto que estão apenas podando a planta. O que acontece é que toda esta situação se originou de uma incrível fúria adormecida, todos estavam cansados do tráfico, dos assaltos, dos sequestros, das milícias, enfim, da violência e do crime, e a polícia e o exército resolveram reagir a isso atacando pesadamente o crime, mas como se sabe, a fúria nos cega ao invés de nos fazer ver mais claramente.
Armas eficientes na luta contra o crime e a violência
Infelizmente estes indivíduos com armas nas mãos e raiva nos olhos não entendem que a única maneira de eliminar o crime e a violência de uma sociedade é somente por meio da educação, da arte, do esporte e da geração de empregos. Infelizmente a raiva que a sociedade tem dos criminosos a cegou, e isso a impede de ver que o crime nasce numa sociedade que não dá oportunidades aos seus cidadãos, o crime, em suma, é uma doença social, que só pode ser tratada com a educação.
E é nessas horas que eu sinto compaixão por certos criminosos, porque apesar de haver aqueles que praticam o mal por prazer (o que ocorre no caso dos corruptos) existem aqueles que o praticam por falta de opção, vamos então imaginar o caso hipotético de um sujeito chamado Fernando, este quando criança não frequenta a escola por falta de vagas no ensino público e pelo fato de seus pais não terem dinheiro para bancar uma escola particular, e ao crescer, por falta de escolaridade e qualificação, não arranja emprego no mercado de trabalho, mas as coisas vão apertando e ele tem que arrecadar dinheiro, pois já está crescido e tem que arrumar dinheiro para sustentar sua família, então um amigo de infância apresenta pra ele uma ideia, fazer assaltos à mão armada, e no final das contas, Fernando não suporta mais ver sua família passando por necessidades e acaba entrando no mundo do crime, certo dia a sociedade se cansa dos assaltos e a polícia resolve invadir a favela com tanques de guerra e botando todos os criminosos pra correr. Um desses criminosos é o Fernando, que acaba levando um tiro e morrendo, agora vamos raciocinar um pouco, “Será que é justo que pessoas que não tiveram oportunidade na vida tenham que pagar por isso? Até quando essa sociedade injusta vai por a culpa pelos crimes nos criminosos e não nos verdadeiros culpados, os políticos corruptos que roubam o dinheiro público que deveria ser usado para investimentos em educação, arte e esporte e o colocam em suas cuecas sujas e fazem com ele o que querem? Quantos ‘Fernandos’ terão que morrer para a sociedade entender o que está acontecendo? Quando tudo isso vai acabar?”
Quando uma casa está pegando fogo, o que acontece? O corpo de bombeiros é acionado e ele vai lá apagar o fogo com água, não com fogo, essa analogia serve para mostrar que o crime não se combate matando os bandidos, a violência não se combate com mais violência, mas com pesados investimentos em educação. Porque vagas de emprego não faltam, o que falta são pessoas qualificadas, logo quando se investe em educação as pessoas se tornam mais qualificadas e mais aptas para o mercado de trabalho, e as crianças que praticam algum esporte ou alguma arte se mantêm ocupadas e não entram para o mundo do crime das drogas, e inclusive podem até se tornar, futuramente grandes artistas ou esportistas.
E para finalizar esse texto eu respondo os questionamentos que fiz no começo deste. Essa operação não tem valor algum, pois daqui a algum tempo tudo voltará a ser como era antes, e os moradores da favela só terão paz quando o crime acabar e este só irá acabar quando houver investimentos em educação, arte, esporte e geração de empregos.
Caros amigos, quantos já fizeram esta pergunta: com wikileaks ou sem eles, para que servem CAVEIRÕES?
ResponderExcluirVai depender sempre do quanto estivermos identificados com a informação. A grande maioria ainda não enxerga um palmo além da tela da deusa TV; vive ignorante e escrava de doutrinadores programas em memórias de escassez geradas e geridas pelos intocáveis escravocratas banqueiros "donos do mundo", que nos mantém assim "alegremente" algozes e carcereiros uns dos outros, auferindo para eles lucros abjetos.
Definitivamente, nada substituirá a responsabilidade 100% dos julgamentos, escolhas e decisões de cada um de nós; individualmente.
É aí e assim que conseguimos mudar nossa vibração ressonante. Quando impregnados pelo terror que nos impõem para a manutenção do estado permanente de medo; medo de tudo, o tempo todo, nossa vibração é extremamente negativa, desbalanceando os nossos "eus" que nos adoecem a todos por ressonância. Desse modo sustentamos uma energia que permite "força" e "poder" que eles, os dominadores, não têm. Eles se alimentam do (nosso) desequilíbrio que eles intencionalmente criam.
Nós é que temos a força e unidos potencializamos esta força divina, eterna e infinita. A ressonância da limpeza sem expectativas é que faz fluir o DIVINO EM NÓS 360° e por ressonância tudo muda a nossa volta para o nosso bem e o bem de todos... Se mantivermos a limpeza sempre que nos sentimos fora da paz que é nosso estado natural, devemos pedir a limpeza imediatamente. É uma experiência pessoas e intransferível, assumir 100% de responsabilidade por nossa existência é a única possibilidade de nos libertarmos dessa falsa prisão em que nos deixamos estar e supomos, por doutrinações, dever permanecer como um imutável destino.
Sinto muito, sou grato.