quarta-feira, 8 de novembro de 2017

I AM MAIK BAURUTAYNC - I.1 Ilacima, filha da cidade

I.1 Ilacima, filha da cidade

Os quatro, o Maanoelo, o Jáque, o Maik e a Natacha, iam indo pela Avenida Sete de Setembro, o cão no volante, o gato no carona e o vilão e a vadia da Natacha, que só usa salto quinze e saia de borracha, no banco de trás, se dando umas beliscadinha e umas mordidinha e se rindo um pru otru.
- Buceta caralho, que sede da porra!
- Tem um posto aí na esquina - disse o Maik fazendo um gesto largo coa mão, o que fez o Manooelo fazer uma baita curva brusca e entrá no posto com tudo, estacionar ao lado da bomba pra bastecê o fuqui enquanto o Maik e o Jáque foram na lojinha de conveniências vê se tinha alguma coisa de bom pra bebê e a Natacha foi pro banheiro. Não tinha nada de bom pra bebê e nem pra adulto, então os três irmãos ficaram no carro esperando por uma eternidade a Natacha, que se você perde não acha.
- A, qué sabê, vô mandá um zap praquela puta dizendo que a gente vai num otro posto pegá bebida e a gente já volta buscá ela.
- É nóis.
Lá se foram os três manos prum otro posto e dexaram a Natacha no banheiro do posto moonlight, espremendo as suas espinhas e retocando a maquiagem.
Foram que foram e vira viraram uma pra esquerda, uma pra direita e outra pra esquerda e chegaram num posto bem mais badalado chamado sunshine, que tinha coisa boa pra bebê e pra todas as idades. Os mano pegaro um fardo de Eisenbahn e ficaram no estacionamento do posto matando as cervas e com a capota do fucki aberta tocando música gauchesca, que Maano amava, com o som no máximo no meio de outros carros que também estavam com som alto, só que esses ouvindo funcki, a mistura dos sons ficava estranhamente esquisita, daí no meio do fuzuê o Maik achô uma guria com um vestido que só cobria um seio porque o otro era amputado e estava coberto com uma imensa tatuagem de dragão rosavermelhado, ela devia de tê tido câncer de mama, e por causa da deformação e da solução ele achô ela linda de morrê. Foi se achegando nela.
- Hi hi babe.
- Hello stranger, how are you?
- I am Maik Baurutaync.
- HSHUAUSHUAHhueuhehuheuskoapskoapso, que idiota, piá! Nem sabe falá inglês direito.
- Como assim?
- Eu te perguntei como que você tava e você me respondeu o teu nome.
- A, você falô how are you, eu ouvi who are you.
- Mrrm
- Não me arranhe gatinha.
- Eu não arranho cachorrão.
- Rráaaa, cachorrão, aaaaaaaaaaaa!
As migues dela acharam a maior graça e começaram a zuá do vilão botando apelido de cachorrão, ele se defendendo dizendo que era gatinho e que não era cachorro não, só queria brincá um poco coa gatinha. E assim foi seguindo a fight conversada, desse nível pra baixo, com o vilão apanhando mais que craquelento em mão de policial. Daí umas hora ele não se guentô e foi falá cos mano.
- Manos queridos, me ajudem qu’eu tô num faiti nervoso lá cuma mina, si não é capaz de dá merda.
- É nóis maninho.
E foram que foram os três, o cão e o gato já chegaram desarmando as migues da mina, puxando cada um uma ou duas pro faiti, deixando campo livre pro vilão faitiá coa guria da teta dragoada.
- Então donamoça, qualé o teu vulgo?
- Não respondo.
- Porque?
- Por que você não respondeu a minha pergunta.
- Respondi uai, respondi errado mas respondi.
- Si respondeu errado então não respondeu.
- Tão faiz assim, eu te pergunto como que você tá e você me responde co teu nome, daí você me pergunta quem sou eu e eu te digo como qu’eu tô, daí eu te pergunto quem você é e você me responde como que você tá. Justo né?
- Mm, justo.
- Então, how are you?
- I’m fine, and you?
- Hhuahau, sem brincaderinha.
- Hhh, ok. I am Ilacima, filha da cidade, me chamam assim porqu’eu vivo na rua, mas pode me chamá só de Ci. And who are you?
- I’m fine too, hhh, and you, who are you?
- I’m bad as fuck.
- Sério!? Porque?
- Af, gente idiota babaca.
- Olha, eu sou um vilão, se você quisé eu acabo coa raça dessa gente.
- Você é um vilão!? Kkk
- Sim
- Não, brigada, não lido com gente sem caráter.
- Mas eu tenho caráter até demais.
- Kkkk, como assim? Que tipo de vilão você é?
- Eu sô um anti-vilão.
- Que loucura! Mas porque você é um vilão?
- Porqu’eu quero destruir a humanidade.
- Porque?
- Porque ela é uma praga, está fazendo mal pro planeta.
- Concordo, eu também queria destruir a humanidade.
Assim o nosso vilão virou o jogo contra a dama, que depois de algumas cervas foi enfraquecendo e enfraquecendo até começar a achar que o vilão era um gatinho mesmo, que nem o seu irmão Jáque, daí mas hora ela já tava tão enfraquecida por causa das bebida que falô qu’ía vomitá e foi correndo pro WC do posto, o vilão foi atrás gritando ‘eu te ajudo’. E lá no banheiro ele foi tentá capturá a dama, segurou ela pelo rabo... de cavalo e ajudou ela a vomitá e depois já começô a intimá ela pro fight, ele ía mas ela saía, ele tentava pegá na gatinha mas ela se esquivava, e ficavam os dois nesse vai-que-não-vai e no rola-enrola, até que ele forçô a barra-qué-gostá-de-você e capturou a dama gatinha, os dois lutaram de brincadeira de cachorrinho e ela vomitô mais um poco no meio da brincadeira lutosa. Ele gozô um monte mais ela gostô só um poquinho e ficô na dúvida ainda por cima.
Daí ela disse que tava mau, tava numa bad, e pediu pro vilão levá ela pra casa. Foram os três manos mais a Ci no fusquinha pra oca-apê dela que ficava lá em Pinhais.
Quando chegaram lá o Maik e a Ci foram direto pra cama e lutaram mais um pouco antes do Sono batê e o Orfeu ficá na cabeça deles. O cão e o gato dormiram na sala e na cozinha.
E foram vivendo assim por uma semana. Nuns dias era o Maik que tinha mais fome notros era a Ci que tinha mais sede, passavam o dia inteiro brincando e a noite inteira lutando, e às vez o Maik tava podre de sono e queria dormí mais ela não dexava e acordava ele com chute e coice e ele de irritado se atracava nela e eles lutavam de brincadeirinha mais um pouco, outras vez eles terminavam de brincá de luta e ela mal acendia o cigarro-pós-sexo ele dizia ‘Ai! Que preguiça!’ se virava de lado e dormia o sono dos injustos, mas a gatinha era fogosa e não dava um segundo de sossego pro piá, daí ela aplicava a tática infalível e preparava uma bebida com um poco de raio e uma balinha dentro e ía toda doce acordá o vilão, ‘Mozinho,vamo acordá, ó, fiz um cházinho de Mate-Leão pocê’ ‘Brigado, amore mio’
Ele bebia e ela capturava o Rei-Leão desse jeito, e xequematava ele na cama, porcima ou porbaixo do edrebom que ela mandô fazê cum desenho qu’ela fez qu’era um esqueletão macabro pegando fogo montado numa moto feita de ossos de prata.
Ela desenhava bem, a guria monoteta, una vez ela fez um desenho bem bonito pro Maik, desenhou numa folha A4 uma estrela da morte em formato de cavera coa bocaberta que soltava um raio laser vermelho em formato de cobra e dentro dos olhos dessas caveira tinha otras duas caveras, uma verde e a otra amarela, uma sorrindo e a outra chorando. Ela entregô pra ele e depois que ele gritô o maior WoW da vida dele ela disse:
- Gostô, papai?
- O que!? Cê tá loca, muié!? Tá com Complexo de Electra pra ficá me chamando de papai agora!
- Não, seu bobo, é qu’eu tô embaraçada!
- Nossa! Me desculpe, foi alguma coisa qu’eu fiz?
- Não bobão, embaraçada em espanhol significa grávida.
- ...
- Eu tô prenha, gatinho, você vai sê papai!
- Mas o que!!!
- Sim, e eu fiz esse desenho pra te dá de presente, meu vilão, pra te dá sorte na tua missão de destruir a humanidade, enquanto você tiver esse desenho com você e trabalhá duro, nem que demore cem anos, você ainda vai conseguí destruir a humanidade.
- Eita porra do caralho sujo de sangue das escrava do satanás, senhor dos inferno.
Caíram os braços do Maik e ele não soube o que fazê, primeiro ficou emocionado, depois quis chorá, depois ficô tão furioso que deu vontade de pegá uma faca e abrí a barriga da mãe, tirá o bebê de lá de dentro e abrí a barriga dele e ficá brincando coas tripa dele e depois fazê o mesmo coas tripa da mãe e usá tudo aquilo pra fazê um colar bem bonito, mas como ele tinha caráter resolveu se controlá, e enfim, até que ficô felizinho, e deu umas risada, riu riu até ficá confortavelmente entorpecido, então disse ‘Ô, preguiça do diabo!’, deu um bejo de estalá beiça na fía da cidade e foi pra cama tirá um cochilo.
Quando acordô do entorpecimento o baby já tava parido e todo mundo gostô da criança, vieram até umas parentaiada da Ilacima de lá de cima do estado, das cidades de Colombo, Londrina, Cianorte, Maringá, Foz do Iguaçu, Cascavel, Toledo, Ponta Grossa, Pato Branco, Rio Negro, Francisco Beltrão, Paranaguá, Guaratuba, Araucária, Campo Largo e Campo Magro, só pra ajudá a cuidá do bebê e ficá paparicando ele. Mas pense numa criança fofinha, pequenininha, gorduchina e peidorentinha cuticuti, nasceu cos genital pra dentro, o que geralmente é sinal que pode sê menina, mas isso não tem como sabê né, a criança pode muito bem crescê e querê troca de lado e mandá fazê uma cirurgia pra tirá os genital pra fora, hoje em dia tem dessas téquinologia. E deram o nome da criança de Mikail, foi ideia do Maik, porque segundo ele ‘Mi caiu os braço quand’eu soube qu’ía sê paipai’. A mamãe mimava a criança até demais e chamava ela de ‘minha gatinx’, já o papai, como se já não bastasse a criança ter nascido com a cabeça alongada, alongava mais ainda dando tapas nas duas orelhas ao mesmo tempo e dizendo ‘Meu filhote, cresce logo pra tu í pra Brasília robá todo o dinheiro dos brasis’. Daí uma das parenta pegô uma BIC preta e desenhô barba e bigode na cara da criança, e uma monocelha lobatiana que parecia uma passupreto voando, ‘é pa potregê a cria dos pedófilo, eles vê isso e se perturba e não brinca coa cria não’, dito e feito, foi um padre lá no apê pra fazê sabe Deus o que e quando viu a cria daquele jeito achô o troço tão perturbador que se assustô e saiu correndo como se fosse um anjinho de catequese. Mas a mãe não aproveitô o Outubro Rosa e não foi fazê o exame esmaga-teta, e o Cancêr entrô na casa de Vênus e a mãe demorô pra se percebe, a criança, tadinha, bebeu leite podre do peito com cancro e deu um troço nela qu’ela morreu poco tempo depois. A mãe não aguentô a depressão de perdê @ filh@ ainda bebê e ainda por cima tê que encara outro cancêr no único peito que lhe restô e resolveu subí por uma corda num prédio bem alto e de lá de cima se balançô até virá um grapicho bem bonito escrito

ILACIMA
FILHA DA CIDADE

A tristeza e a melancolia caíram feio em cima da casoca, e os mano enterraram a criança no mato e choraram um rio em cima da sepultura, quando foram vê poco tempo depois cresceu uma planta vistosa no lugar, qu’eles cuidaro com todo amorecarinho, essa árvore que a planta virô foi a Ilex Paraguariensis, que dá a erva-mate, que as pessoas usam pra fazê chimarrão (ou mate-amargo) e tererê, que serve pra prevení muitas doenças e pra aquecê as mãos e o coração durante o frio do inverno do Sul.

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